Dra. Renata Bertazzi Oftalmologia | Retina e Catarata
Retina · Acima dos 50 anos

Degeneração macular relacionada à idade (DMRI)

A DMRI afeta a mácula, a parte central da retina responsável pela visão de detalhes. É uma das principais causas de perda de visão central depois dos 50 anos, e o diagnóstico precoce faz diferença.

Por Dra. Renata Cerneiro Bertazzi, médica oftalmologista · CRM-TO 7132 · RQE 3562 · Membro da SBRV

Sintomas

  • Linhas retas que parecem tortas ou onduladas
  • Mancha escura ou borrada no centro da visão
  • Dificuldade para ler, costurar e reconhecer rostos
  • Cores menos intensas

A visão lateral costuma ser preservada. Por isso, muitas pessoas só percebem a doença quando cobrem um dos olhos.

Tipos

  • DMRI seca: a forma mais comum. Evolui lentamente, com depósitos (drusas) e afinamento da mácula.
  • DMRI úmida (exsudativa): surgem vasos anormais sob a retina, que vazam líquido e sangue. Evolui mais rápido e precisa de tratamento rápido.

Fatores de risco

  • Idade acima de 50 anos
  • Tabagismo, o principal fator de risco que pode ser mudado
  • Histórico na família
  • Pressão alta e colesterol alto

Diagnóstico

O diagnóstico é feito com o exame de fundo de olho e a OCT, que mostra as camadas da mácula. Em casa, a tela de Amsler, uma grade de linhas, ajuda a perceber distorções novas.

Tratamento

  • DMRI úmida: o tratamento é feito com injeções intravítreas de medicamentos que bloqueiam os vasos anormais. Elas ajudam a estabilizar a visão e, em muitos casos, a melhorá-la. A Dra. Renata realiza as injeções intravítreas e o acompanhamento com OCT.
  • DMRI seca: acompanhamento regular, parar de fumar e, em casos selecionados, suplementação vitamínica específica, conforme indicação médica.
Dúvidas frequentes

Perguntas sobre degeneração macular

DMRI causa cegueira total?

A DMRI afeta a visão central, mas costuma preservar a visão lateral. Com diagnóstico e tratamento adequados, muitas pessoas mantêm a independência.

Posso tomar vitaminas por conta própria?

Não é recomendado. A suplementação só tem benefício comprovado em alguns estágios da doença e deve ser indicada pelo oftalmologista.

Com que frequência devo examinar a retina depois dos 50?

Uma consulta oftalmológica anual é uma boa referência. Quem tem DMRI ou fatores de risco pode precisar de retornos mais frequentes.

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